A 11ª Conferência das Partes (COP11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco acontece em novembro, em Genebra, na Suíça. O encontro internacional reúne representantes de diversos países para debater medidas de redução do consumo de tabaco e os impactos econômicos e sociais da cadeia produtiva.
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Santa Catarina será representada pela presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, e pelo deputado federal Rafael Pezenti. Ambos integram a comitiva brasileira que participará das discussões sobre o futuro da fumicultura.
Setor do tabaco é essencial para a economia catarinense
Em entrevista à coluna Política e Agro, de Ketrin Raitz, a presidente da Cidasc afirmou que o tema exige responsabilidade, já que o tabaco sustenta milhares de famílias no estado. “Santa Catarina é o segundo maior produtor de tabaco do país e um grande exportador. Essa economia é fundamental em várias regiões, especialmente no Alto Vale do Itajaí e no Planalto Norte”, explicou.
Segundo Celles Regina, mais de 40 mil famílias dependem diretamente da cultura do fumo, considerada a principal fonte de renda em muitos municípios. “Não podemos negar a importância econômica desse setor. É preciso discutir modelos de transição e alternativas produtivas, mas sem esquecer quem vive dessa atividade”, ressaltou.
A presidente também pontuou que o debate sobre saúde pública precisa ser acompanhado por políticas que garantam sustentabilidade econômica e social.
“Suprimir o consumo, sim, mas é preciso pensar também no setor produtivo. Não existe sustentabilidade sem considerar o sustento das famílias envolvidas”, afirmou.
Medidas rigorosas aos fumicultores já são adotadas
Ela lembrou que a cadeia do tabaco já adota medidas rigorosas, como o uso de equipamentos de proteção individual e o combate ao trabalho infantil. “A produção se modernizou e segue uma série de regras que buscam reduzir riscos e manter a responsabilidade ambiental e social”, completou.
Celles Regina defende que as decisões da COP11 considerem a realidade dos produtores e das regiões que dependem economicamente do tabaco. “Até o momento, não vimos propostas concretas de transição que garantam renda e continuidade às famílias. Apenas suprimir a produção não é viável e vai contra o próprio conceito de sustentabilidade”, concluiu.
Imagem Ilustrativa / Lavoura de tabaco. Foto: Reprodução / Canguçu Online